"Senhor escondeu” é uma provável tradução do nome do profeta Sofonias.
Sofonias foi contemporâneo de Jeremias e do bom rei Josias, que promoveu uma reforma em Judá, reforma influenciada pela pregação do profeta.
Na coletânea profética dos hebreus o livro de Sofonias é o nono, um dos típicos “profetas menores”. Sua mensagem apresenta uma cor profética apocalíptica.
Sofonias recebeu o chamado de Deus em circunstâncias desfavoráveis, quando Judá ainda estava sob os efeitos do péssimo reinado de Manassés e imerso em graves pecados religiosos e desvio moral. E não apenas Judá, mas as nações em pecado do mundo inteiro estão em rota de colisão com o padrão de moralidade de Jeová. Na profecia de caráter messiânico de Sofonias, apenas um remanescente humilde verá a salvação de Jeová.
A forma melancólica de suas palavras expressa o que está no coração de Deus, e certamente ajudaram a moldar o ministério de Jeremias. Sofonias é o primeiro profeta a dar ao Dia do Senhor um tom catastrófico, diferente do habitual, entre os profetas hebreus, que era apontar o Grande Dia como um dia apenas de refrigério e salvação.
A pregação de Sofonias é uma revelação do que havia sido “Escondido por Deus”, que o Grande Dia traria um repentino e desastroso juízo sobre todas as nações circunvizinhas e também para Judá.
Muito já se escreveu sobre Sofonias, sua origem nobre – neto do rei Ezequias, seus julgamentos implacáveis sobre o seu próprio povo, sua nova visão sobre o Dia do Senhor, sua contemporaneidade com Jeremias e a terrível condição de humilhação do seu povo, subjugado pelos terríveis assírios.
Resta-nos implorar ao Senhor que nos conceda discernimento para que possamos descobrir o que “está escondido” aos olhos da igreja brasileira do Senhor Jesus. Qual a aplicação prática à Jerusalém brasileira? Qual a revelação aos nossos dias? O que está “escondido” aos nossos olhos?
Leia a matéria completa na edição nº 3.
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